
24 set, 2026
30 min de leitura

Todo fim de ano se repete o mesmo ritual: a diretoria pede o orçamento de TI para o ano seguinte, o gestor abre a planilha do ano anterior, ajusta alguns percentuais e envia. Meses depois, chega a fatura de um toner que ninguém previu, uma impressora quebra fora da garantia e o orçamento estoura em uma linha que sequer existia na planilha.
Impressão é, provavelmente, o item mais subestimado do orçamento de TI. Não porque seja caro isoladamente, mas porque o custo aparece fragmentado em várias rubricas, ativo imobilizado, material de escritório, manutenção, contratos avulsos, e nunca é somado.
Este guia mostra como estruturar essa parte do orçamento com dados reais: o que precisa entrar na conta, como escolher entre comprar e contratar como serviço, quando renovar o parque e como apresentar o projeto para quem aprova.
Por que a impressão escapa do orçamento de TI
Quando o gestor lança “impressoras” na planilha, normalmente está lançando apenas o preço de compra do equipamento. Mas o equipamento representa a menor parte do custo ao longo da vida útil.
Os custos que costumam ficar de fora são:
Somados, esses itens costumam superar com folga o valor de aquisição. É por isso que um orçamento construído só com o preço de compra tende a estourar já no primeiro semestre.
Como estruturar a linha de impressão no orçamento de TI
A sequência abaixo funciona tanto para quem está montando o orçamento pela primeira vez quanto para quem quer corrigir uma previsão que vem estourando ano após ano.
1. Levante o parque atual antes de estimar qualquer valor
O primeiro passo é ter um inventário completo: quantos equipamentos existem, de quais modelos, em quais setores, com que idade e em que estado de conservação.
Sem esse mapa, qualquer previsão é um chute. E o inventário costuma revelar surpresas: impressoras esquecidas em setores que quase não imprimem, equipamentos duplicados, máquinas fora de linha cujo suprimento já está difícil de encontrar.
Registre, para cada equipamento: modelo, número de série, setor, ano de aquisição, volume mensal aproximado e histórico de manutenção.
2. Estime o volume de impressão por setor
O volume mensal de páginas é a variável que sustenta todo o restante do cálculo — sem ele, não é possível prever consumo de suprimentos nem comparar propostas de fornecedores.
A leitura pode ser feita pelos contadores dos próprios equipamentos, que registram o total de páginas produzidas. Comparando duas leituras com intervalo de 30 dias, você obtém o volume mensal real.
Vale separar a impressão monocromática e colorida, porque o custo por página é bastante diferente entre as duas, e observar a sazonalidade: setores como faturamento, fiscal e RH costumam ter picos concentrados em determinados períodos do mês ou do ano.
3. Calcule o custo total, não o preço do equipamento
O custo total de propriedade (TCO) soma tudo o que a empresa gasta com aquele equipamento durante sua vida útil, dividido pelo número de páginas produzidas no período.
De forma simplificada:
Dividindo esse total pelo volume de páginas do período, você chega ao custo por página, o indicador que permite comparar cenários e conversar de igual para igual com qualquer fornecedor.
4. Decida entre CAPEX e OPEX com base no caixa e na aprovação interna
Comprar impressoras é um investimento em ativo (CAPEX), com desembolso concentrado e depreciação ao longo dos anos. Contratar impressão como serviço é uma despesa operacional recorrente (OPEX), diluída mensalmente e sem imobilização de capital.
A escolha não é apenas contábil, ela afeta a velocidade de aprovação. Projetos de CAPEX costumam disputar espaço com outras iniciativas de investimento e passar por comitês; despesas operacionais recorrentes tendem a ter aprovação mais direta, desde que caibam no orçamento do centro de custo.
Do ponto de vista de previsibilidade, o modelo de serviço tem uma vantagem clara: o valor mensal é conhecido e os custos de manutenção e suprimento deixam de gerar picos inesperados no meio do ano.
A definição do enquadramento contábil de cada modelo deve sempre ser validada com a área financeira e com a contabilidade da empresa.
5. Identifique quando o equipamento antigo passou a custar mais que o novo
Um equipamento chega ao fim da vida econômica quando o custo de mantê-lo funcionando supera o custo de substituí-lo, e isso costuma acontecer antes de ele parar de imprimir.
Sinais de que a renovação já se pagaria:
Manter um equipamento antigo “porque já está pago” é uma das decisões que mais consomem orçamento de forma silenciosa.
6. Preveja o crescimento e a redução do volume
O orçamento precisa acompanhar o plano da empresa: novas unidades, contratações, mudanças de processo e projetos de digitalização alteram diretamente o volume impresso.
Converse com as áreas antes de fechar os números. Uma expansão de equipe comercial aumenta a impressão de contratos e propostas; um projeto de digitalização de documentos pode reduzir o volume em um setor inteiro.
Contratos de serviço bem estruturados permitem ajustar franquia e quantidade de equipamentos ao longo da vigência, o que protege o orçamento nos dois sentidos.
7. Construa a justificativa que a diretoria quer ver
Aprovação de orçamento não se ganha com argumento técnico, e sim com número comparado: situação atual, cenário proposto, diferença e risco evitado.
Uma apresentação eficiente costuma trazer:
Quando o gestor apresenta o custo invisível em forma de número, a discussão sai do campo da opinião e entra no campo da decisão financeira.
Checklist rápido do orçamento de impressão
Antes de fechar a planilha, confira se as respostas abaixo estão disponíveis:
Cada “não” nessa lista representa um risco de estouro orçamentário e, ao mesmo tempo, uma oportunidade de economia ainda não explorada.
Como a MicroRAR ajuda no planejamento orçamentário de impressão
Montar essa previsão sozinho é trabalhoso, principalmente quando o parque é heterogêneo e o histórico de custos está espalhado entre notas fiscais, chamados e ordens de compra.
Há mais de duas décadas a MicroRAR atende empresas de diferentes portes com soluções de impressão, identificação e tecnologia, e realiza o diagnóstico do parque de impressão para transformar esse cenário em números claros: volume real, custo por página, pontos de desperdício e projeção de economia.
Com esse levantamento em mãos, o gestor de TI consegue:
Além de impressoras e multifuncionais para escritório, a MicroRAR fornece impressão térmica, etiquetas, rótulos, ribbons e pulseiras de identificação, atendendo tanto a área de TI quanto às áreas operacionais em um único contrato.
Perguntas Frequentes (FAQ)
Reunimos abaixo as dúvidas mais comuns de gestores de TI e profissionais de compras sobre planejamento orçamentário de impressão.
Impressão entra no orçamento como CAPEX ou OPEX?
Depende do modelo contratado. A compra de impressoras é tratada como investimento em ativo imobilizado (CAPEX), com depreciação ao longo da vida útil. A contratação de impressão como serviço, incluindo locação e outsourcing, é despesa operacional recorrente (OPEX). O enquadramento contábil de cada caso deve ser confirmado com a área financeira da empresa.
Como estimar o volume de impressão da empresa?
A forma mais confiável é ler os contadores dos próprios equipamentos em dois momentos com 30 dias de intervalo e calcular a diferença. Isso fornece o volume mensal real, que pode ser separado entre impressão colorida e monocromática e distribuído por setor.
Quando vale a pena renovar o parque de impressoras?
Quando o custo de manter o equipamento antigo, manutenções frequentes, suprimentos caros, reimpressões e paradas, passa a superar o custo de substituí-lo. Equipamentos com mais de cinco anos, fora de linha ou com peças descontinuadas costumam estar nesse ponto.
Qual o percentual do orçamento de TI costuma ir para impressão?
Não existe um percentual padrão: isso varia conforme o setor, o volume documental e o grau de digitalização da empresa. Escritórios de contabilidade, saúde, jurídico e logística tendem a ter participação maior do que empresas com processos majoritariamente digitais. O que importa é medir o custo real da própria operação, e não comparar percentuais genéricos.
Como reduzir custos de impressão sem trocar todo o parque?
Boa parte da economia vem de gestão, não de equipamento: definir regras de uso, limitar impressão colorida ao necessário, configurar frente e verso como padrão, concentrar volume em equipamentos mais eficientes e acompanhar relatórios por setor já produzem resultado antes de qualquer substituição.
É possível prever custo de impressão com precisão?
Sim, quando o contrato é baseado em franquia e custo por página. Nesse modelo, o gestor conhece o valor mensal e o preço da página excedente, o que elimina os picos causados por compra emergencial de suprimentos e manutenção corretiva.
Vale a pena manter equipamentos próprios e locados ao mesmo tempo?
Sim, modelos híbridos são comuns durante a transição. Muitas empresas mantêm equipamentos ainda novos e contratam serviço para os setores críticos ou para as máquinas mais antigas, ampliando o contrato conforme os equipamentos próprios chegam ao fim da vida útil.
Quanto tempo antes devo começar a montar o orçamento?
O ideal é iniciar o levantamento com pelo menos dois a três meses de antecedência, tempo suficiente para medir volume real, coletar histórico de custos, solicitar diagnósticos e comparar propostas sem a pressa que costuma levar a decisões mais caras.
Monte seu orçamento com dados reais, não com estimativas
Orçamento de TI bem feito não é o que corta mais, é o que prevê melhor.
Se a sua empresa ainda lança impressão na planilha como uma linha genérica, existe grande chance de estar gastando mais do que imagina e de descobrir isso só no meio do ano, quando o desvio já aconteceu.
A MicroRAR realiza o diagnóstico do seu parque de impressão e entrega os números que sustentam o seu planejamento: volume real por setor, custo por página, pontos de desperdício e projeção de economia para os próximos exercícios.
Fale com um especialista e leve para a diretoria uma proposta com números, não com suposições.
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